Documento

Mapa e Medição da SESMARIA DE ANTONIO JOSÉ DE VARGAS, de onde originou-se o terreno inicial da cidade de Alegrete.
Resumo produzido por Homero Corrêa Pires Dornelles e Anderson Pereira Corrêa.

Legenda: Onde existe um circulo no mapa é onde localiza-se a Vila (hoje centro histórico de Alegrete). A linha transversal amarela fica onde atualmente passa a BR 290. No quadrado ao centro localizava-se a Sede da Sesmaria de Antonio José de Vargas, que hoje fica próximo ao “corredor dos Mulazzane” perto do Pólo dos Pinheiros (Arthur Hormain) Abaixo o pedido para que seja feita a medição e demarcação judicial das terras de Antonio José de Vargas com os lindeiros. Sendo que um desses lindeiros é a própria Câmara Municipal de Alegrete, onde se tirou o terreno da Vila, hoje cidade de Alegrete.

Transcrição:

Senhor Juiz Municipal

Dizem Antônio José de Vargas e sua mulher que pelos documentos juntos mostram serem senhores e possuidores de uma Fazenda de criar animais e de plantações sita nos subúrbios dessa Vila da qual Fazenda se lhe tirou o terreno necessário para se erigir Vila primeiramente Capela; para saberem os suplicantes o que é seu querem medir e demarcar o terreno compreendido dentro das divisas indicadas nos seus Documentos para do dito terreno se tirar o que corresponde a esta Vila na conformidade do foral das Sesmarias fincando-se os marcos necessários na forma da Lei nos lugares respectivos para conhecimento dos terrenos para logradouro da Vila citando-se para esse fim aos heréus confinantes, o presidente da Camara Vicente Soares Leiria, Manoel José de Carvalho e sua mulher, Antonio Neves e sua mulher e Agostinho Dornelles e sua mulher todos residentes no termo desta Vila, nomeando vossa senhoria Piloto e mais Oficiais para diligência na forma da Lei e mandando proceder a todas as mais diligências necessárias.

Fontes:

Cópia do Processo de Medição Judicial de Antonio José de Vargas, pesquisada por Homero Corrêa Pires Dornelles, disponível na Câmara Municipal de Alegrete. Medição de Terras, Nº 506, Maço 12, Estante 45. Cartório do Civil. Ano: 1834. Alegrete. Arquivo público do Rio Grande do Sul. Autores do Processo: Antonio José de Vargas e sua mulher e confinantes (lindeiros) Manoel José de Carvalho, sua mulher.